Além dos 280 caracteres: ódio e racismo contra nordestinos(as) no twitter nas eleições de 2022

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Data
2025-03-19
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UNEB
Resumo

Esta dissertação apresenta os resultados da pesquisa de mestrado, realizada no âmbito do Programa de Pós-Graduação – Mestrado em Educação, Cultura e Territórios Semiáridos (PPGESA), que objetiva compreender quais as representações sobre o Nordeste e os(as) nordestinos(as) presentes em posts publicados no Twitter (X) após o primeiro turno das eleições gerais de 2022, no Brasil. Quanto aos procedimentos metodológicos, o presente estudo tem abordagem quali-quantitativa e é guiado por procedimentos bibliográficos, descritivos e interpretativos, aliados ao Mapeamento Sistemático. Com técnicas de análise, apresenta uma combinação entre a Análise de Conteúdo categorial e a Análise do Discurso. O corpus de análise é composto por 4.812 tweets, publicados nas primeiras 24h após o início da apuração do resultado das eleições de 2022. A busca foi feita por meio dos descritores “Nordeste" e “Nordestinos”, a fim de entender de onde vem os estereótipos negativos construídos e sedimentados no imaginário simbólico sobre a região Nordeste, como também, refletir sobre como ocorre o processo aprendizagem das representações sobre a região nos ambientes informais. Para tanto, a pesquisa é guiada teoricamente por autores como: Moreira (2018), Silva (2018), Franco (2020), Medrado (2021), Souza (2021), Moscovici (1978), Hall (2016), Almeida (2019), Grosfoguel (2018), Collins (2019), Carneiro (2023), Freire (1987) e Guena e Santos (2022). O material de análise foi codificado e categorizado a partir de quatro categorias, que são: Estereótipo, Complexidade, Sem Adjetivação e Discurso de Ódio. Por fim, a pesquisa aponta uma hegemonia das representações estereotipadas sobre o objeto de estudo, tendo em vista que a maioria dos posts analisados apresentam de alguma maneira viés negativo, ultrapassado ou homogêneo, quase sempre ancorado no racismo, identificados em todas as categorias, a partir dos enunciados (ditos) e dos não-ditos. Além disso, fica explícita à marginalização do Nordeste, que é fruto de um conjunto de fatores históricos, políticos e econômicos.


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